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terça-feira, 31 de julho de 2012

Marisa Orth e Dalua assistem a peça Doroteia em São Paulo



Marisa Orth e outros famosos prestigiam peça de Alinne Moraes

fonte: http://contigo.abril.com.br/noticias/marisa-orth-outros-famosos-prestigiam-peca-de-alinne-moraes?utm_source=redesabril_contigo&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_contigo&utm_content=dlvrit_Not%C3%ADcias+++

A atriz estreou em São Paulo com o espetáculo Dorotéia


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Em clima de Avenida Brasil!!

Congelar a foto virou moda entre anônimos e famosos, e como o FcOrth também está sempre na moda, congelamos a foto da Diva Marisa Orth.


Oi oi oi ... ♪♪

Marisa Orth em Romance vol 2 em Floripa

Marisa Orth em Floripa com Romance Vol II ! Dias 25 e 26 de agosto no teatro Pedro Ivo !Última oportunidade ! Final de turnê ! Ingressos no teatro e na Blueticket

domingo, 22 de julho de 2012

Marisa em SC em 2005


                                        
Nos últimos dias 9 e 10 de novembro de 2005, personalidades compareceram no resort Costão do Santinho, em Santa Catarina, para festa da operadora Brasil Telecom GSM.
Mais de 1.300 representantes da empresa, vindos de todo o país, estavam presentes e se divertiram ao lado de nomes como Deborah Secco, Camila Morgado, Regina Casé, Luis Fernando Guimarães, Bruno Gagliasso, Marisa Orth, Adriane Galisteu e Elke Maravilha.
As atividades tiveram início com Regina Casé, no dia 9, apresentando o programa Telefama. Tratava-se de um show musical que reuniu alguns dos cantores do Fama, da Globo, como Vanessa Jackson e Adelmo Casé, e ainda com a presença da dupla mirim Dablio e Marcos Henrique, estrelas do longa-metragem Dois Filhos de Francisco.
Cheia de simpatia e beleza, Deborah Secco não cansava de brincar ao dizer:
"Estou batalhando para ser a nova garota-propaganda da empresa".
Ela ainda revelou que tem um irmão funcionário da Brasil Telecom em Florianópolis
"Quero ser colega de trabalho do meu irmão, Ricardo”, afirmou.

"Vamos então fazer um concurso para escolher essa garota-propaganda", propôs Regina Casé, chamando ao palco uma competidora à altura de Deborah, alguém que tinha marcado a vida da atriz nos últimos meses: era a “deixa” para a aparição de Camila Morgado.
Luis Fernando Guimarães também foi muito aplaudido. O ator, que vestia branco e carregava árvores e natal na bagagem, fez “nevar” no palco e afirmou que representava o espírito natalino naquele lugar.
Já no dia seguinte, estavam no palco: Jean Wyllis, Pink, Marisa Orth, Bruno Gagliasso, Elke Maravilha, Sheila Mello, Scheila Carvalho, VJ Cazé Peçanha, Antonela e Adriane Galisteu.
Galisteu garantiu ter adorado o convite para desempenhar o papel de apresentadora de um talk show.
"Acho que já estão me olhando como uma mulher séria, ninguém me chamou para sair do bolo ou ficar de biquíni. Será que estou ficando velha?", brincou.
Criada pelo diretor de criação Rodrigo Pitta, com roteiros de Alberto Renault, a convenção foi produzida pela empresa Lâmpada Soluções em Comunicação. A festa terminou em ritmo de música baiana, com um show da cantora Margareth Menezes.



                          


                                                       

                                                De: Larissa Cardoso


Entrevista

Achei uma entrevista com a Marisa na época em que ela interpretava a Van Van na novela "Agora É Que São Elas"







A intérprete da exagerada Van Van, de Agora é que São Elas, faz graça até quando tenta entender por que criou esta "família de mulheres exibicionistas", como define sua galeria de personagens. "Só pode ser reencarnação!", diverte-se. "Até porque, na vida, sou tão pouco perua...", completa, com naturalidade. De fato, não fosse pela presença marcante e pelas falas pontuadas por tiradas irônicas, Marisa até que faria um tipo discreto. A postura "pé-no-chão" e a forma simples de encarar a glamourizada profissão de estrela de tevê são as mesmas que demonstra no programa Saia Justa, do GNT, canal Globosat. Ao lado de Mônica Waldvogel, Rita Lee e Fernanda Young, a atriz muitas vezes faz o papel de "organizadora" das emoções do grupo, embora o posto oficial seja da jornalista. "Acho que sou boa mediadora de conversas", declara, sem falsa modéstia.

Longe das novelas desde Deus nos Acuda, de 1992, Marisa assume que hoje se sente insegura diante do formato. A ponto de se lembrar de sua estréia, quando caiu de pára-quedas num elenco com Marília Pêra, Regina Duarte e Antônio Fagundes, que vivia seu noivo. Mas, depois do Sai de Baixo, a situação é diferente. "Mudei de patamar", avalia. Quanto à reedição da dupla com Miguel Falabella, que vive o prefeito Juca Tigre em Agora é que São Elas, a atriz reconhece pelo menos uma grande vantagem. "Fica mais fácil explicar para o meu filho: 'Olha, toda vez que a mamãe trabalha, é casada com este moço'", pondera a zelosa mãe de João, de quatro anos.

P - Você acha que conseguiu "exorcizar" a Magda, ou ela ainda transparece sob a pele da Van Van?
R - A Van Van me lembra muito mais a Maralu Menezes, uma personagem que fiz com o Vexame. Na verdade, tenho uma família de mulheres exibicionistas por aí. São peruas. E rio muito disso, porque sou muito pouco perua na vida. Mas elas têm muitas nuances. Não se pode comparar uma Dulce Figueiredo, uma antiga perua clássica, com uma Viviane Araújo, uma perua moderna. Não tenho o menor medo de me repetir. Acho a Magda muito característica. No final do "Sai de Baixo", ela era quase uma deficiente mental. No começo, era só uma tola, mas no final precisaria andar de mãos dadas com alguém na rua.

P - Mas nem a reedição da dupla com o Miguel Falabella trouxe o receio de repetir a Magda e o Caco?
R - Quando topei fazer a novela, nem sabia que o personagem seria do Miguel. Quando soube que seria ele, pensei: "Caramba, o Miguel de novo!". Mas pensei mais no amigo, no conhecimento absurdo que tenho dele. E achei engraçado. Claro que fica todo mundo em cima: "Ah, vamos ver se eles vão conseguir...". E é claro que vão dizer que não, que está parecido. Isso tudo eu já sabia. Faz parte da natureza humana. A gente sempre pensa no pior.

P - Você teve algum cuidado especial para diferenciar as duas personagens?
R - Só um pouco de sotaque e uma saia um pouquinho maior. Aliás, saias tão curtas quanto aquelas, nunca mais! Meu único cuidado é tentar fazer bem esta mulher. Se eu a fizer bem, vai passar longe da Magda. E isso não depende só de mim. Tem o Linhares escrevendo, o Talma dirigindo, outros atores contracenando comigo. Se a Van Van existe no papel e se eu for uma atriz razoável a ponto de traduzir o que está lá, ela será a Van Van. Afinal, nossa profissão é esta. Preciso fazer pelo menos mais de uma.

P - Como você classifica a Van Van dentro de sua "galeria de peruas"?
R - Ela é do tipo que faz uso de ser mulher, aproveita a sedução. E, no contexto da novela, é um contraponto à luta das feministas. Assim como há as mulheres que estão nas ruas, trabalhando, batalhando um lugar, há aquelas que também estão se emancipando, mas uma coisa "à la" revista "Nova". Sabe aquela mulher que segue dicas do tipo: "no primeiro encontro, fale pouco, para deixar o homem pensar que é mais inteligente que você"? Ela se emancipa sim, mas é na carteira do marido. Mas não acho que ela seja má, ou exclusivamente fútil. É uma verdadeira perua, mas, na hora do "vamos ver", é forte, companheira, amiga. É aquela mocinha pobre, que virou Miss Brasil e casou com o prefeito da cidade.

P - É complicado interpretar uma ex-Miss Brasil numa novela que tem Vera Fischer no elenco?
R - Fazer uma miss do lado da Vera é um pouco constrangedor. Não é mole não. E a produção da novela, tão carinhosa, me arrumou uma foto para me inspirar nas primeiras sessões de fotos que fiz vestida de Miss. E era uma foto adivinhem de quem? Coincidência, não!?! Mas acho engraçado a Van Van poder falar coisas do tipo: "Não sei o que este homem vê nesta mulher. Gente, é uma lourinha! Tá certo, uma lourinha de olho azul, mas francamente!". É um despeito... Acho que todas as mulheres do Brasil devem se identificar um pouco. Outra coisa legal é que eu sempre quis ser Miss. Acho que toda menina tinha esta fantasia. Há tempos atrás, a Vânia Toledo fez um livro de fotografias em que cada atriz escolhia uma personagem. Teve quem fizesse Iansã, outras recriaram "Esperando Godot". Eu fiz a Miss, uma Miss Mundo.

P - É este o lado que mais a atrai na personagem?
R - Não, o que mais me atrai é a força que ela tem escondida. Ela se faz de fraca, tonta, submissa. Tem essa coisa de mulher esperta, que eu nunca tive: aquela que sabe jogar com um homem, sabe seduzir. E uma alegria invejável, que ela não perde nunca. Admiro muito isso nas pessoas. Estou mais para: "Oh, dia! Oh, céus!". Sou mais para a metade do copo vazio, não para a metade do copo cheio. E ela é otimista.

P - Quais foram suas principais inspirações na composição da Van Van?
R - Várias amigas de nomes não citáveis. Tem uma coisa de interior de São Paulo, um pedaço de interior rico, onde a cultura não necessariamente acompanha o dinheiro. E uma certa alienação muito atual. Em meio a este clima de queda do Império Romano que estamos vivendo, a festa vai tocando em frente. O mundo indo para o buraco e elas ali, suntuosas, loucas.

P - Neste sentido, você acha que ela lhe possibilita uma crítica social?
R - Sempre coloco um pouco de crítica nas minhas personagens. É meu jeito de interpretar. Claro que com amor, com carinho, sem me separar das personagens. Quando faço uma personagem engraçada, não fico pensando em fazer graça. Faço na maior verdade. Na realidade, não sou eu que faço a crítica, ela está no texto. Sou uma operária-padrão. Tento pensar no que estava na cabeça do autor quando ele escreveu o texto.

P - Ficar tanto tempo longe das novelas fez falta?
R - A novela é uma tremenda instituição brasileira. Até brinquei com minhas amigas, dizendo que não posso mais sair com elas, porque estou "alistada". A gente se sente prestando um serviço à Pátria. E é bom poder voltar a fazer novela com mais segurança, mais prestígio. Vejo um ator jovem falando: "Nossa, estou contracenando com a Marisa Orth!" e me lembro da minha estréia. Mas continuo me sentindo insegura, porque é um formato que não domino. Não só por estar muito tempo afastada, mas porque fico entregue nas mãos do autor, do diretor, do público. Senti diferenças. Nunca tinha visto tanto ator num elenco, tantas cenas no mesmo dia, um nível de acabamento tão bom. Mas tive a sorte de fazer grandes programas. Fiz "TV Pirata", o "Sai de Baixo", dramaturgia especial. E não tinha um contrato longo com a Globo. Fazia um trabalho e saía para fazer teatro, para montar um espetáculo com a banda. É um jeito que pretendo continuar mantendo. O único contrato longo que tive foi no "Sai de Baixo", que me permitia fazer teatro porque era um só dia de gravação por semana.

P - Mas não foi o próprio programa que lhe deu condições de hoje optar por este estilo?
R - Sem dúvida. Com o "Sai de Baixo", mudei de patamar na carreira. Foi uma coisa muito sólida. Antes, não podia nem criar uma planta. Com o programa, passei seis anos morando só em São Paulo, trabalhando duas vezes por semana e com estabilidade financeira. Pude casar, ficar grávida, ter o meu filho e criá-lo até quase os quatro anos de uma maneira muito tranqüila. Mas chega uma hora em que este sucesso se torna aprisionante, monótono. É um equilíbrio delicado. Ao mesmo tempo em que acontece tudo o que a gente sonhou, anos e anos de sucesso com um mesmo programa cansam muito.

Prendendo o riso

Marisa Orth sempre foi a "palhaça da turma", em casa ou na escola. Mas, iniciada a carreira no teatro, resistiu durante muito tempo à natureza de comediante. Emendou logo de cara uma série de papéis dramáticos e chegou a interpretar uma personagem de 70 anos de idade quando tinha apenas 20, na peça Criança Enterrada, de Sam Sheppard. "Na escola, não me ensinaram a fazer comédia. E nunca pensei que pudesse viver daquela bobagem que fazia para meus primos darem risada", justifica.

Atriz formada pela Escola de Artes Dramáticas, da Universidade de São Paulo, Marisa confessa que tinha preconceito contra a comédia. A primeira vez que se referiram a ela como "uma grande comediante" foi um choque. Nada que uma série de trabalhos cômicos e mais de 10 anos de estrada com a banda Vexame não pudessem curar. Hoje, Marisa tem até orgulho do título. "A linhagem das pessoas que fazem humor no Brasil é das mais nobres. Fico honradíssima de fazer parte disso", assegura.

Pouca coisa mudou, no entanto, da resistência inicial à aceitação plena do humor. No meio do caminho, a vivência de seis anos como a inacreditável Magda, do Sai de Baixo, chegou a causar o temor de que ficasse difícil conseguir outras personagens. O rótulo só não assustou mais porque Marisa já tinha enfrentando uma situação bastante parecida. "Tinha passado pela Nicinha, um sucesso absurdo no meu primeiro trabalho na tevê. Era 'a piranha', um rótulo bem mais pesado. Depois disso, virar 'a burra' foi até agradável", brinca. A atriz aprendeu já na estréia que não há papel que um bom ator não possa substituir por outro na visão do público. Dois anos depois, ao entrar em Deus nos Acuda, ela não teve qualquer problema para se livrar da imagem da oferecida personagem de Rainha da Sucata. "Sempre que me oferecerem um papel bom, ele será aceito. E vai tomar o lugar do outro", garante.

Mesmo assim, ela faz questão de aproveitar o teatro para ousar mais na escolha das personagens. Por isso, sua opção acaba sendo sempre pelo trágico, como no início da carreira. "O teatro é uma área mais livre de experimentação. Tive uma série de papéis diferentes", avalia, destacando Três Mulheres Altas, de Edward Albee, montada em 1995 ao lado de Beatriz Segall e Nathália Timberg.

Papéis paralelos

Marisa Orth já sabia que queria ser atriz quando prestou vestibular para Psicologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O curso foi levado até o fim apenas para satisfazer seu pai, que lhe cobrava um diploma universitário - não valia o de Artes Cênicas, claro. Sem nunca ter exercido a profissão, Marisa reconhece os benefícios que os sete anos na faculdade trouxeram à carreira artística. "Aprendi a fazer análise. É preciso ter muita estabilidade emocional para agüentar os vaivéns desta carreira", julga.

Já sobre os palcos, Marisa passou a dividir os papéis no teatro e na tevê com a banda Vexame, que mistura música e teatro numa irreverente crítica ao universo da música "brega". Como a atriz, os sete demais integrantes da banda têm outras profissões. Daí a presença "bissexta" nos palcos. "O Vexame hiberna, mas sempre queremos voltar. Assim que conseguirmos fazer uma coisa mais brega que a MPB atual, faremos um novo espetáculo", alfineta.

A faceta de apresentadora, que hoje ela exibe com orgulho no Saia Justa, foi inaugurada sem sucesso na primeira versão do Big Brother Brasil. Marisa conversava com os participantes e deu uma série de mancadas no ar, até ser retirada do programa. "Era um formato novo para todo mundo. E nunca fui apresentadora", defende-se. Com o programa do GNT, no entanto, que completou em março um ano no ar, ela está bem empolgada. Tanto que aproveita cada conseqüência do fato de estrelar uma novela na Globo como fonte de inspiração para o bate-papo. "Fico sabendo de todas as fofocas. Além disso, estar numa novela faz diferença até para andar na rua", reconhece.
     


                                                 De: Larissa Cardoso



Dicas da Marisa

Olha o que eu achei, dicas da nossa Marisa... faz tempinho, mas tá valendo:



1- Não fique gorda muito jovem, pois, mais velha, a luta para perder esses quilinhos extras será árdua.

2- Se quiser experimentar uma substância ilícita, faça até os 25 anos. É quando você ainda tem alguns neurônios de sobra.
3- Não se desespere se você não for a gostosa na adolescência: elas costumam ter o prazo de validade mais curto. “As gostosas com 14 ficam podres aos 30.”
4- Só pinte seus cabelos depois que aparecerem os primeiro fios brancos. Não se apresse: você ainda vai ter muito tempo para isso.
5- Não namore seu chefe. Não esqueça que você mora num país latino. “Mesmo em uma paixão verdadeira, a corda sempre rói para o lado da mulher.”
6- Nas relações amorosas, declare-se. O resultado pode ser surpreendente. “Perde-se muito tempo com joguinhos.”
7- Nunca comece a fumar. “Nunca, nunca, nunca. Eu comecei 
e não consegui parar até agora.”
8- Fingir orgasmos pode ser um caminho sem volta. “Basta uma
vez para começar e depois é uma loucura. Quem sai perdendo, sempre, é você.” 





De: Larissa Cardoso

sábado, 21 de julho de 2012

Twitcam!

Se preparem!!!
Dia 29 de agosto as 21h00 tem twitcam com a Marisa Orth!
Isso mesmo, a nossa diva vai estar em uma twitcam para todos os seus fãs *-*
Então participem, entrem no site www.marisaorth.com.br e façam as suas perguntas!
Contamos com vocês!

De: Larissa Cardoso

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Marisa Orth e Daniel Boaventura lotam teatro em sessão gratuita para crianças carentes

fonte: http://contigo.abril.com.br/noticias/marisa-orth-lota-teatro-em-sessao-gratuita-para-criancas-carentes?utm_source=redesabril_contigo&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_contigo&utm_content=dlvrit_Not%C3%ADcias+++

Ao final da peça, Marisa e Daniel conversaram com as crianças

20/07/2012 - 14:07

Em ação promovida em parceria da Time for Fun e a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Marisa Orth e Daniel Boaventura encenaram o espetáculo A Família Addams para 1.500 crianças do projeto Recreio nas Férias. Ao final da sessão, emocionados, os atores interagiram com parte das 1.500 crianças que assistiram ao musical original da Broadway. A sessão especial aconteceu na noite desta quinta-feira (19) no Teatro Abril.

Amor de fã: O mais sincero.



Não adianta falar que não, um amor de fã é o mais lindo, e o mais sincero de todos! Todas aquelas pessoas, que são capazes de passar horas e dias dormindo no chão, só pra poder estar mais perto dos seus ídolos, que as vezes nem sabem que eles existem, mas estão lá. Que defendem eles acima de tudo, e de todos, e que ainda faz pessoas mudarem suas opiniões, pra ver que ela está certa!

Amor de fã é algo diferente, mas real. É algo que ninguém pode mudar, nem entender. É um sentimento que só a pessoa que sente, pode saber o que é. Um amor de fã é você estar ao lado do seu ídolo, em qualquer momento! É você ler uma frase, ouvir uma música, ou ter um pensamento relacionado a ele. E isso que eu acho o mais lindo! Um amor de fã é o mais sincero, o mais verdadeiro.. Não importa se algum dia vai acabar, ou se vai continuar, ele vai ser pra sempre um amor real, um amor que você realmente sentiu que é pra valer!
Duvido quem nunca ficou imaginando você e seu ídolo casando, tendo filhos.. Uma família! Ou até as vezes ficou falando sozinha(o) imaginando que ele estaria do seu lado, e vocês estariam conversando.

O que eu acho lindo, é como todos os fãs tentam demonstrar todo esse amor, o quanto eles se esforçam pra mostrar para o seu ídolo o quanto é grande é o seu sentimento por ele! Existem fãs que chegam a passar mal, apenas de estar ao lado dele, ou aqueles que não conseguem nem falar com eles, de tanta felicidade. E também existem aqueles que choram.. Os que choram de alegria quando está com eles, ou até quando acontece algo de bom na vida dele. E os que choram.. Choram por não poder estar do lado deles, chora de felicidade, chora de ORGULHO. Isso mesmo, orgulho. Orgulho do seu ídolo ter conquistado tudo o que conquistou, de ter subido nos mais altos dos degrais, de continuar sendo uma pessoa humilde, em que nada muda no seu caráter ou humor!

Eu digo e repito à vocês, o amor de fã é o amor mais sincero que existe. É um sentimento que não se pode mudar, nem acabar.. É um sentimento que apenas você pode explicar! Um amor de fã é lindo, é maravilhoso, é perfeito... ♥





Feito pela Marisete e vice presidenta Larissa Cardoso.
@laaarissa_c

domingo, 15 de julho de 2012

Marisa Orth traz o show “Romance – Volume II” para Paulínia

Fonte: http://www.campinas.com.br/cultura/2012/07/marisa-orth-traz-o-show-romance-volume-ii-para-paulinia

15 de Julho de 2012

Espetáculo percorre o universo amoroso em única apresentação na sexta (20)

A atriz Marisa Orth faz única apresentação do showRomance – Volume II”, nesta sexta (20), no Theatro Municipal de Paulínia.
O universo amoroso é o ingrediente principal do espetáculo. Conquista, paquera, altos e baixos, fundo do poço. Descontraído, o show apresenta tiradas impagáveis sobre as relações. No roteiro, canções que vão de Hildon a Tim Maia, de André Abujamra a Erasmo Carlos, passando por Rita Lee e o rei Roberto Carlos, entre tantos outros que traduzem em suas composições as dores e delícias de uma história de amor.

A banda que acompanha Marisa é formada por Alê Prade (teclados), Carneiro Sândalo (bateria), Hugo Hori (sopros), Marcos Camarano (guitarra) e Paulo Bira (baixo). A direção geral é de Natália Barros.

Histórico
“Romance – Volume II” nasceu em pleno Dia dos Namorados de 2008. A noite de 12 de junho que também é a virada para o dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro, é um momento místico para os 'necessitados', em que se faz simpatia para desencalhar. Haveria data melhor para estrear um Romance? Foi aí que a atriz Marisa Orth decidiu que só uma velinha era pouca para Santo Antônio e resolveu montar logo um show. Colocou em prática a promessa de dar início a um trabalho que falasse de amor, como um projeto de curto período para ser levado apenas ao Café Uranos, em São Paulo, e assim nasceu "Romance Vol. II" (Vol. II propositalmente: “ É II, Porque o I não deu certo!”).
Em sua 1ª temporada, o show foi bem recebido. Com o sucesso, sua trajetória foi ampliada e foi realizado em outras casas, como Tom Jazz, em São Paulo, e no Rival, no Rio de Janeiro A partir daí começou uma turnê por várias cidades do Brasil. Em 2009, foi lançado pela Lua Music, o CD "Romance Vol. II", com músicas do espetáculo. A produção foi da própria atriz e banda, direção de arte de Gringo Cardia e fotos de Priscila Prade.
O show em Paulínia é realizado pela Teatro GT e os ingressos variam de R$ 30 a R$ 100. Moradores de Paulínia pagam meia entrada.

Serviço:

Show: “Romance – Volume II” com Marisa Orth
Local: Theatro Municipal de Paulínia. Av. José Lozano Araújo, 1551, Pq Brasil 500. (19) 3933-2140
Data: 20 de julho
Horário: 21 horas
Entrada: entre R$ 30 e R$ 100. Moradores de Paulínia pagam meia entrada
Pontos de venda:
Fnac - Parque d. Pedro Shopping. Avenida Guilherme Campos, 500 Loja A-017 - Santa Genebra
Tabacaria Ranieri - Rodovia D. Pedro I, KM 131.5, Jardim Nilópolis - Campinas
Oficina do Estudante - Avenida Brasil, 601, Jd. Guanabara
Tilli Viagens e Turismo - shopping Tilli Center, Barão Geraldo
Griffe de Viagens - Varandas Shopping. Avenida José de Souza Campos, 929 Loja 16 (Norte-Sul), Cambuí

Peça com Marisa Orth chega a Paulínia em julho

fonte: http://www.pauliniavip.com.br/noticiass/3050-peca-com-marisa-orth-chega-a-paulinia-em-julho

Seg, 09 de Julho de 2012 00:00


Virada de 12 para 13 de junho. Dia dos namorados, e também, dia de santo casamenteiro. Para os necessitados, é momento místico – o dia em que se faz simpatia para desencalhar e para arrumar marido. Dia de prece fervorosa para esquentar a relação, para ter bom amante. Quer data melhor para estrear um Romance?

A atriz e cantora Marisa Orth pensou o mesmo… E não deixou barato não! Decidiu que só uma velinha era “coisa pouca” para Santo Antônio, e resolveu logo montar um Show! Em uma famigerada noite de 12 de junho de 2008, ela colocava em prática sua melhor promessa: dar início a um trabalho que falasse de amor. Foi assim, como um projeto de curto período para ser levado apenas ao Café Uranos em São Paulo, que nasceu Romance Vol.II. (Vol. II propositalmente: “ É II, Porque o I não deu certo!”).

Conquista, paquera, altos e baixos, fundo do poço. Descontraído, o espetáculo trás tiradas impagáveis sobre o universo amoroso, abordando os picos emocionais das relações e “cutucando” extremos com naturalidade.

Serviço

Data: 20/Julho (sexta)
Horário: 21hs
Local: Theatro Municipal de Paulínia - End: Av. José Lozano Araújo, 1551 – Pq Brasil 500

Vendas:

Bilheteria do Theatro de Paulínia – Terça a Domingo 13h às 19h
Fone: 3933-2140

Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br )

FNAC
Avenida Guilherme Campos, 500 Loja A-017 – Santa Genebra.
Campinas /SP
Horário de Atendimento:
Segunda a Sexta das 10h00min às 18h00min
Domingo e Feriado das 12h00min às 18h00min.
Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Rede shop, Visa e Visa Eléctron.

TABACARIA RANIERI
Rodovia D. Pedro I, KM 131.5 – Jardim Nilópolis.
Campinas /SP
Horário de Atendimento:
Segunda a Sábado das 10h00min às 20h00min
Domingo das 14h00min às 18h00min.

Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Rede shop, Visa e Visa Eléctron.

OFICINA DO ESTUDANTE
Avenida Brasil, 601 – Jd. Guanabara
Campinas /SP
Horário de Atendimento:
Segunda a Sexta das 08h00min às 21h00min
Sábado das 08h00min às 15h00min.
Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Rede shop, Visa e Visa Eléctron.

TILLI VIAGENS E TURISMO – SHOPPING TILLI CENTER
Av. Albino José Barbosa de Oliveira, 1.556/1.600 Loja 113 – Barão Geraldo.
Campinas /SP
Horário de Atendimento:
Segunda a Sábado das 10h00min às 22h00min
Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Rede shop, Visa e Visa Eléctron.

GRIFFE DE VIAGENS – VARANDAS SHOPPING
Avenida José de Souza Campos, 929 Loja 16 (Norte Sul) – Cambuí.
Campinas /SP
Horário de Atendimento:
Segunda a Sexta das 10h00min às 19h00min
Sábado das 10h00min às 14h00min.

Valores
Plateia Baixa: R$100,00 inteira /R$ 50,00 meia entrada

Plateia Alta: R$ 80,00 inteira | R$ 40,00 meia entrada

Camarote: R$ 100,00 inteira | R$ 50,00 meia entrada

Balcão Lateral Térreo: R$ 80,00 inteira | R$ 40,00 meia entrada

Balcão Lateral 2° e 3° Nível: R$ 60,00 inteira |R$ 30,00 meia entrada

Mezanino: R$ 60,00 inteira | R$30,00 meia entrada

Informações: (19) 3933-2140 – www.teatrogt.com.br

domingo, 8 de julho de 2012

http://hallsocial.leiaja.com/node/1106

Folga na Ilha

Por Jana Constantino No dia 08/07/2012 - 11:48 





 Quem está curtindo o ‘dolce far niente’ em Noronha é a atriz Marisa Orth. E ela está muito bem acompanhada do namorado, o músico Da Lua. O casal está hospedado na pousada Colina dos Ventos, que, diga-se de passagem, tem o melhor visual da Ilha. Neste sábado (8), eles participaram do níver da pousadeira Leila e depois se jogaram no Festival Gastronômico de Zé Maria.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Fonte - Sonia Racy - Estadao.com.br/blogs

“PRECISAMOS USAR MAIS HUMOR COM OS POLÍTICOS”

02.julho.2012 | 10:50

                                                      LUCIANA PREZIA


Em cartaz com A Família Addams, Marisa Orth disserta sobre… quase tudo

Marisa Orth venceu o preconceito, as limitações e o pé atrás que tinha com musicais para encarnar a lendária Mortícia de A Família Addams, espetáculo em cartaz no Teatro Abril. A preparação do papel, ela conta, exigiu muito mais do que os tradicionais laboratórios: “Uma coisa é ensaio, outra é lavagem cerebral. Eu passei pela segunda”, diz, enquanto relata os dois meses de trabalho – dez horas por dia –, com aulas de canto, dança e cena.
A atriz recebeu a coluna para um bate-papo em sua casa, no Alto de Pinheiros, em SP. Entre reflexões sobre o humor e relatos da experiência de trabalhar, pela primeira vez, com uma produção americana, dividiu opiniões políticas: “Nunca faria propaganda, porque vivo da credibilidade do meu rosto. Votar é realidade, e eu não vou usar minha cara para dizer que vai diminuir bandido na rua, se não sei se isso vai ou não acontecer”. Jogando luz sobre o Ministério da Cultura, também não tira os pés do chão: “Não existem grandes diferenças de um ministro para o outro. Não chegamos nessa esfera. Ainda estamos na esfera policial. Quando sairmos da vara criminal, poderemos ter essa sofisticada e adorável discussão sobre que linha política devemos seguir”.
Abaixo, os melhores trechos da entrevista.

É a primeira vez que você participa de um musical nesses moldes americanos. Ficou nervosa?
Não, porque eu não estava pensando em fazer. Tinha pé atrás, um pouco de preconceito. Também não acreditava que era boa para esse tipo de espetáculo. Mas o pessoal já tinha visto muito meu material. E aí rolou.

Como você venceu o preconceito e topou fazer?
Foi muito legal. Quando penso que não passava pela minha cabeça, não acredito. Porque está mudando a
minha vida. Estou amando.

Fala-se muito no profissionalismo dos americanos.
São mesmo muito profissionais. Eu brinco que uma coisa é ensaio, e outra é lavagem cerebral. Eu passei pela segunda. Foram dois meses, dez horas por dia, meia hora de intervalo no almoço, uma folga por semana. Não tem conversa. Todo tempo é tempo. E é tudo profissional, cheios de “could you please”, não tem uma voz que se levanta. Não teve nenhum momento de “italianada”, sabe? Nem tempo para dar piti.

Adaptou-se bem a isso?
Fiquei apaixonada pelo profissionalismo. Muitas vezes, reclamei, porque eles são muito rígidos. Mas o barato do musical é exatamente isso: exatidão. Tem outros espetáculos “cult” que eu faço, em que a graça reside exatamente na inexatidão, no improviso.

Você era familiarizada com musicais? Assistia?
Na infância. A Noviça Rebelde a gente viu no Guarujá seis vezes, eu e minha amiga Laurinha . Mas, com o tempo, minha formação foi muito diferente. Peguei uma fase muito punk, rock’n’roll. Música brasileira, Caetano, Gal. Minha família era assim. Meus pais não eram babões de musical. Eram extremamente cultos. Acho que, por isso, virei artista. Porque via a alegria com que eles chegavam em casa depois dos programas culturais. Discutindo.

E a Mortícia?
Aí que tá. Foi a Mortícia que me fez decidir. Eu toparia fazer esse personagem nem que fosse em comercial de absorvente. Não se recusa esse papel. Ela é muito arquetípica. E eu pensava: ela é magra, isso vai me ajudar a emagrecer (risos). Foi um baita desafio. Porque é mais fácil fazer comédia com muitos gestos, gritos, agudos. Ela tem poucos sons, fala grave. Precisa ser exata. Acertar as piadas, se mantendo chique, engraçada e fina.

O que usou para construir o personagem?
Viajei nela. Pensei que tinha uma coisa travesti, uma “dragona”. Sabe dessas drags que são mais finas do que mulher? Também usei a referência de um polvo. Comecei a achar que ela era um “moluscão”. Isso também me ajudou. A coisa roxa e branca, meio uma “Úrsula” do desenho A Pequena Sereia, sabe? Só que magra. Uma mistura de travesti com polvo.

Não chegou a usar referências do cinema?
Só dos quadrinhos. Fiquei com medo de copiar a Anjelica Huston, então, só assisti depois. E acho ela um pouco rígida. É americana, né? Na minha opinião, os Addams são latinos na América. Eles têm cabelo preto, aquele cemitério. É por isso que os americanos acham macabro. O cemitério protestante tem aquela lápide pequena e acabou. O católico é assustador. Tem anjos, cruzes… Além do que, eles vivem todos juntos, como uma grande família latina. Não tem essa coisa de americano, que o filho faz 18 anos e sai de casa. Por isso, eles acham tão diferente.

Sua formação em Psicologia te ajuda nesse processo?
Sempre. Minha maneira de ver o mundo é psicológica. Tem gente que prefere o viés sociológico ou o antropológico. Na hora de construir um personagem, já quero logo saber como era a mãe dele, se apanhava na infância. E não se era bolchevique, menchevique…

Você afirmou que, na risada, todo mundo é igual. Como?
Busco coisas em que as pessoas se equivalem. Situações nas quais todo mundo se encontra. A risada é uma delas. Assim como o sexo, a morte e o amor. Uma pessoa apaixonada é sempre uma pessoa apaixonada. Com 12 anos ou 95, na favela, no convés de um iate. E o riso também. A graça da arte se dá nesses temas que diminuem as diferenças.
Existem muitas polêmicas sobre o humor atual, com episódios como o do Rafinha Bastos.

Para você, qual o limite do humor?
Não ter graça.

Mas você nunca sofreu acusações de ser desrespeitosa. Como acha esse equilíbrio?
Não fico falando mal dos outros para fazer graça. Você tem de pesar quanto vai machucar ou provocar risos com a piada. Se for doer muito, esquece. Posso até fazer uma personagem que é a sua cara e aí você se identificar. Se você se identificar com a Magda, o problema é seu. Vai estudar.

Mas e a história do “politicamente correto”? Em algum momento você já deve ter lido um texto e pensado que poderia soar um pouco preconceituoso.
Sim, muitas vezes. Mas sou contra a censura. Existem coisas que são de mau gosto, mas engraçadas. Dói, mas você ri. Aí, a graça é legítima. Mas tem coisas que são só violentas. Daí, não tem graça. Acho que o Brasil tinha de ser mais livre. A gente ainda tem alguns resquícios da ditadura. Temos medo, principalmente quando o assunto é política. Acho admirável, nos EUA, eles fazerem clone do Bush. Precisamos usar mais humor com os políticos. Ainda não está claro para os brasileiros que os políticos são funcionários públicos e que é nosso dever fiscalizá-los. O juiz do Cachoeira ser ameaçado de morte, por exemplo, é um absurdo. Este é o País onde vivemos. Isso atrapalha tudo, inclusive o humor.

Você nunca fez propaganda política. Por quê?
Nunca faria. Porque vivo da credibilidade do meu rosto. As pessoas acreditam em mim, na ficção que eu faço. Votar é realidade, e eu não vou usar minha cara para dizer que vai diminuir bandido na rua, se eu não sei se isso vai acontecer. Quando me convidam para fazer propaganda, eu peço ‘nem fale a grana’ e desligo – para não ficar tentada (risos). Gostaria de fazer sem aceitar dinheiro. Mas estou esperando me apaixonar pela proposta de um político de um partido e realmente fazer com o coração.

Como avalia nosso panorama político atual?
Acho muito obscuro. Não vejo partidos claramente definidos. Ainda não consigo falar que um partido é melhor que o outro. É uma zona.

E a atuação da ministra Ana de Hollanda?
Eu a conheço pessoalmente e acho que é uma pessoa transparente e bem intencionada. Agora, quanto à estrutura, os assessores, a ingenuidade e a burocracia, eu não sei. Gosto dela pessoalmente. E acho que a cultura, mal e mal, está indo. Não existem grandes diferenças de um ministro para o outro. Não chegamos nessa esfera. Ainda estamos na esfera policial. Quando sairmos da vara criminal, poderemos ter essa sofisticada e adorável discussão sobre que linha política devemos seguir.

O que quer dizer quando fala que o comediante não tem fé na humanidade?
Falo isso sempre por causa da mania que o povo tem de dizer que eu sou muito alto astral, para cima… Não é bem isso. Sou animada, mas quem trabalha com comédia geralmente tem uma visão mais crítica do mundo. Batesse um papo com o Chico Anysio para você ver… Era engraçado, mas ácido. A comédia tem um quê de decepção com o ser humano.

Você também já disse ter inveja da Magda.
Ah é, né? A Magda era muito leve, muito burra, muito feliz… A ignorância traz um relaxamento de superego. É menos repressão, sexualidade solta, emoção solta. Ela era muito carinhosa. Capaz de se apaixonar por qualquer coisa. Era disso que eu tinha inveja nela.

Não tem vontade ser diretora?
Tenho. Mas ainda não consigo. Eu morro, fico louca querendo entrar no palco. Sou muito palpiteira. E isso foi um grande aprendizado com A Família Adams. Porque, com os americanos, não se palpita. Eu queria falar e eles diziam: “From the top” (imita o gesto da maestrina no piano). Foi uma super diferença para mim. O brasileiro pega tudo muito rápido, mas a gente não acaba. Falamos “a gente já entendeu” e eles dizem “ok, então vamos repetir?” Para o americano, não interessa que você já pegou, tem de repetir. E isso é bom, porque a peça fica perfeita. /MARILIA NEUSTEIN

sábado, 30 de junho de 2012

EDUCAÇÃO Marisa Orth: "A formação cultural é a riqueza mais importante" Atriz fala sobre a importância que seus pais deram para a Educação dentro de casa 08/12/2011 15:29 Texto Iana Chan

Quais as lembranças que tem da escola?
Marisa Orth: Gostava muito de escola! Era das boas alunas, não uma craque. O que me pegava era Matemática. Adorava Português, Literatura, poesia... Eu tive boas escolas e bons professores. Fiz o primário no Lourenço Castanho, o ginásio no Nossa Senhora do Morumbi e o colegial no Palmares. Foi muito bom!
 
E depois do Ensino Médio, como foram suas escolhas?
Marisa Orth: Eu já sabia que queria ser atriz, mas tive que esperar um ano para fazer a EAD [Escola de Artes Dramáticas da USP], porque me formei no Ensino Médio com 17 anos. De qualquer maneira, a EAD era um curso técnico noturno, então eu ficaria com os dias vagos e, como nessa época eu ainda morava com meus pais, fui docemente obrigada por eles a fazer um curso universitário. E não me arrependo, não!
 
 
Como foi sua época de vestibular?
Marisa Orth: Eu queria realmente cursar Ciências Sociais na USP. Aconteceu que no segundo ano [do Ensino Médio], eu prestei Fuvest e passei na primeira e segunda fase. No terceiro ano, mesmo fazendo cursinho junto com o colégio... não passei! Ou seja: eu entrei na faculdade no segundo, e não no terceiro ano! Imagina, foi um choque! Eu estava certa de que ia entrar, fiquei arrasada!

E então passei em psicologia na PUC. E no ano seguinte fui fazer a EAD [Escola de Artes Dramáticas da USP]. Quando eu cheguei ao terceiro ano da faculdade de psicologia, falei para meus pais que não seria psicóloga, pois já estava engatilhada na carreira, com banda, no teatro, ganhando prêmio...

Então eles disseram: "tá bom, filha, então você não precisa mais morar aqui!" (risos). E aí eu concordei em terminar o curso, mas foi difícil porque a faculdade começa fácil e vai ficando complicada. São cinco anos em período integral e eu me formei em sete.

Mas pensando hoje, entre Psicologia e Ciências Sociais, eu era mais Psicologia, mesmo. Eu acho que Deus escreveu certinho por linhas tortas. Para a carreira que eu escolhi desde que nasci, a Psicologia é muito mais instrumentalizante.
 
 
Você utiliza os conhecimentos que aprendeu no curso de Psicologia quando vai interpretar personagens?
Marisa Orth: Bom, primeiro a Psicologia me dá a certeza de que pode existir qualquer forma de ser humano, o que me tira bastante do preconceito. Então você já não assusta quando vem um personagem. É uma das ferramentas mais poderosas, embora limitada, que o homem tem de conhecer a natureza humana. Então, me ajuda muito a abordar o personagem, a entendê-lo e a não julgá-lo. Acho que, se todo mundo tivesse a oportunidade de fazer pelo menos uma visitinha ao manicômio, a humanidade seria melhor.
 
 
Você também fez balé e natação, certo?
Marisa Orth: Eu fiz natação durante muito tempo porque eu tenho um irmão mais novo com poliomelite. É muito traumático isso para a família, então foi aquele caso de menino que aprendeu a nadar antes de andar. Ia todo mundo, todos os dias, nadar na piscina descoberta. Nadei dos 6 aos 16 anos e fui, inclusive, campeã paulista! Bati recorde e no ano seguinte bati meu próprio recorde na categoria infantil.

Quanto ao balé, amava! Fiz muito: dos 9 aos 17 anos. Mas eu fui ficando muito alta para o balé clássico. Minha carreira de bailarina foi se extinguindo por si só, porque não tinha par para fazer Pas de deux, não tinha sapatilha de ponta... Todo mundo tinha uma sapatilha de cetim rosa e eu, uma de couro. Eu tinha pernão, tinha um colo de pé muito grande e era pesada... Daí me indicaram para fazer jazz e eu o desprezei solenemente, porque achava cafona e brega! (risos)

Fora isso, quando eu fazia balé clássico é claro que eu emitia sons, né? Ficava dançando e fazia: "hmmmm!", "aaah!". A professora dizia: "Por favor, Marisa, não emita sons!". E eu não conseguia. Pulava e escapava um: "Aaahh...!".
 
 
Que importância a Educação tem na sua família?
Marisa Orth: Tudo que meus pais conseguiram na vida foi por meio dos estudos. Eles que empreenderam a grande transformação na minha família. Meus avós eram menos cultos e menos ricos. Então tanto meu pai quanto minha mãe tinham o estudo em alta conta! Tudo que meu pai e minha mãe tiveram dos pais foi Educação, não houve herança material ou coisa do tipo.

Meus pais se conheceram trocando livros. Foi a paquera deles: um escrevia uma poesia para cá e outro escrevia para lá... Então, não só meus pais valorizavam imensamente a leitura, como a vida deles foi transformada pela Educação. Eles eram as estrelas da família. Então não tinha papo: cultura era tudo. Acho que até minha opção pelo teatro foi por causa disso, não era apenas uma escola, uma profissão. Mas um amor por arte.
 
 
 
E como era o ambiente na sua casa?
Marisa Orth: Eu tinha um ambiente estimulador em casa, de muita leitura e muita música. Costumo dizer que meu pai era um DJ. Sagitariano, ele colocou de tudo para eu ouvir. Acho que peguei uma fase da música brasileira e mundial, nos anos 70 e 80, que considero o melhor período da música feita no mundo no século XX. Betânia, Chico, Caetano... Era um ritual ouvir.

Além disso, minha mãe era louca por teatro. Vi muito teatro infantil quando era pequena, muitos shows também. Minha mãe adorava balé também. Enfim, nesse ponto tive uma vida muito rica. Acho que a formação cultural é a riqueza mais importante, mesmo. E continuo achando isso.
 
 
Em relação à escola, como era?
Marisa Orth: A pessoa mais exigente comigo era eu mesma. Ia mal em Matemática. Exatas sempre foi meu carma. Sempre quis ter um raciocínio matemático bom e passava madrugadas estudando Matemática com meu pai. Meus pais eram pessoas muito vaidosas da sua inteligência, então a gente tinha essa cultura em casa.
 
 
Você sempre diz que é extremamente autocrítica. Conseguiu lidar com isso em relação ao seu filho, João Antônio?
Marisa Orth: Ah, eu acho que sou tranquila. O João está aqui do meu lado (pergunta ao filho João: eu sou exigente com você em relação à escola? Ele responde "mais ou menos"). Eu não exijo tudo "A", acho que isso também seria preocupante. Mas nota vermelha nem pensar. Já chegaram algumas, poucas, mas acho isso o fim! Ele não tem, graças a Deus, nenhuma limitação intelectual ou distúrbio de aprendizagem, é bastante inteligente, com bastante condição. Então nota vermelha indica falta de trabalho.
 
 
Qual foi a sua postura quando veio uma nota vermelha?
Marisa Orth: Ah, eu não gosto, fico brava, dou bronca. Na quinta série foi difícil, quando ele entrou no ginásio. Foi uma mudança muito grande: muda horário, muda o esquema, muda tudo! E nego sai do topo da cadeia alimentar e vira peixe pequeno de novo, né? O rei do primário passa a ser o frango do ginásio. É uma fase de adaptação. Foi um período de reunião com coordenadora, terapia familiar com psicóloga: fomos eu e ele. Chamei o pai, porque sou separada, e fizemos um esforço conjunto para melhorar.
 
 
Então dá tempo de participar da vida escolar do seu filho...
Marisa Orth: Claro que dá! Estou sempre por perto. A impressão que dá é que o meu trabalho me exclui muito da vida do meu filho, mas não é verdade, porque eu não tenho rotina. Tem épocas em que eu estou trabalhando muito, mas em outras eu fico completamente em casa. É mais complicado para uma médica, engenheira ou faxineira, porque todos os dias sai cedo e volta tarde. Fala-se muito da vida de atriz porque chama atenção, mas eu sou muito próxima do João. Eu só tive filho quando achei que já tinha tranquilidade para criar.
 
 
Qual é a sua opinião sobre a participação dos pais na vida escolar dos filhos?
Marisa Orth: Acho que é totalmente fundamental. Eu conheço pais que dizem "ah, a gente nunca viu a lição de casa porque isso é uma obrigação da criança". Acho isso uma demagogia, uma escamoteação de preguiça. É jogar a responsabilidade para uma criança! Em São Paulo, é "lição"; no Rio de Janeiro, é "dever". Se fosse uma coisa espontânea, não precisava ter esses nomes. Não é espontâneo, automático; é um esforço, uma coisa disciplinar que é preciso ser feita e na qual você sempre encontra prazer quando atravessa a primeira arrebentação de saco cheio. O prazer é imediato depois. Eu vejo isso no João! Fico com pena e tal, mas ele fica tão satisfeito quando ele supera um limite dele...
 
 
Qual é o problema atual da Educação em casa?
Marisa Orth: Acho que a gente tem muito medo de fazer nosso filho sofrer. Tirando os casos em que as crianças realmente possuem dificuldades econômicas e escolares, vive-se hoje um momento em que muitos têm tudo, menos limite. Há um ar de "sua majestade, a criança", "ai, coitado, não posso pressionar...". O João é meu filho único, é muito mimado, mas eu tento vencer isso, porque eu sei que em seguida isso será melhor para ele.

Ele faz tênis, música e por mais que ele não goste agora, eu digo: "Daqui a trinta anos, você não vai querer jogar game. Mas, se você souber tocar piano, vai ser muito legal". Eu sei que é isso. Sei que depois de muito tempo a gente fala: "Eu não queria, mas eu agradeço a meus pais por terem me forçado". Então, às vezes fico em dúvida, com pena, com medo de estar sendo uma carrasca. Mas então eu lembro que depois ele vai agradecer.
 
 
Seu filho tem o costume de ler?
Marisa Orth: Lia muito para o João quando ele era menor e hoje não é dos piores leitores, não. Até embala. (ao filho: você gosta de ler João?) Bom, eles acabam lendo muita coisa no computador também, né? Ele é muito bom de inglês, tem uma facilidade para língua, excelente em Português, Matemática. O cérebro deles é hiperestimulado, né? Mas a leitura é tão importante...
 
 
Por que acha a leitura importante?
Marisa Orth: Porque a leitura fortalece a imaginação. A criança fica com capacidade criativa forte, uma capacidade de transposição... Mesmo que você trabalhe com química industrial, você pode pressupor antes de fazer, consegue reproduzir na sua cabeça: fortalece sua capacidade de abstração.
 
 
E você tem lido bastante?
Marisa Orth: Bem menos do que deveria, né? Sou telemaníaca. Adoro uma novela. Mas ainda tenho prazer de ler. Agora, na minha profissão lê-se, né? Texto, roteiro etc. Mas eu preciso ler mais. Eu sou preguiçosa também, a verdade é essa.
 
 
Há algum livro que fez a sua cabeça? Que você indique sem restrições?
Marisa Orth: Acho que 1984, de George Orwell. Tinha 15 anos quando li e pirei completamente. Acho interessante porque a gente assiste ao Big Brother e ninguém sabe de onde saiu essa expressão. Acho bem legal, ainda é um retrato maravilhoso. As coisas do Orwell são muito legais, como Revolução dos Bichos. É de gritar! Tinha umas páginas em que eu gritava! (risos) São leituras bacanas, bem fáceis de ler, empolgantes e ao mesmo tempo muito profundas.
 
 
Como você orienta sua carreira em relação à questão da Educação?
Marisa Orth: Acho que a gente nasceu num país dividido em classes, com uma péssima distribuição de renda e temos de tentar chegar às pessoas que não têm acesso à Educação. Porque geralmente falta de dinheiro indica falta de acesso à Educação, embora o contrário não seja verdadeiro: nem sempre quem tem dinheiro tem Educação.

Temos de procurar entender que nascemos brasileiros e precisamos nos direcionar a esse público tentando não ser esnobe, mas ao mesmo tempo não ser complacente, condescendente e dizer: "Coitadinhos, eles não entendem nada, então vou dar uma coisa ruim mesmo que dá para o gasto".
 
 
Você acha que a televisão pode ter esse papel de educar?
Marisa Orth: Acho que sim. Acho que já tem, mas infelizmente também deseduca. A televisão é para vender, né? É atrelada ao lucro. Hoje em dia ela tem ficado mais entretenedora e alienante. Vejo a televisão se acomodando na falta de cultura da população. Vamos entreter com assuntos que precisam de zero escola para as pessoas entenderem. Tipo bunda, sexo, reforço de preconceitos: velho é matusalém, mulher boa é burra, o homem velho é corno. Isso me entristece um pouco, mas é uma coisa que anda junto: na medida em que a Educação for levada a serio, o nível da televisão certamente vai aumentar. Porque a gente vai ter, inclusive, uma demanda do público. Eles não vão querer um programa que trate eles como imbecis. Eu queria estar viva para ver e participar disso!
 
 
Conte um pouco da sua Ong Spectaculu!
Marisa Orth: Essa ONG já tem 10 anos, é uma parceria minha com o Gringo Cardia e atende jovens de 14 a 20 anos, um público mais adolescente. Ensinamos todas as artes relativas aos espetáculos. A vocação do Rio de Janeiro é de artes e espetáculos. Mas para encontrar cenotécnicos, ou artesãos, o Gringo precisava buscar numa escola de samba. Vimos que esse tipo de profissional estava acabando e a isso se juntou nossa preocupação social.
 
 
Como surgiu essa ideia?
Marisa Orth: Surgiu de uma viagem que eu e o Gringo Cardia fizemos para a Índia. Percebemos que a pobreza de lá é muito melhor do que a pobreza no Brasil, porque é menos dolosa, menos intencional. A gente tem mais culpa da nossa pobreza, porque aqui temos mais recursos, mais espaço, mais dinheiro. E, mesmo assim, os indianos se incubem de educar as crianças. A alfabetização das crianças é feita pelo templo. Se ela não é capaz de ler aquilo que pra gente seriam os 10 mandamentos, ela é considerada excomungada. O nível de alfabetização é enorme.

E não por acaso eles despontam agora em tecnologia. Eles têm uma Educação forte. Eles têm cultura! Apesar das críticas ao sistema religioso deles, isso lhes dá uma tradição. O indiano pode não tem nada por fora, mas tem por dentro. O Estado e a religião o acolhem mais.
 
 
Como tem sido acompanhar os resultados da sua ONG?
Marisa Orth: Quanto mais jovens puderem ser regatados, melhor. Nem eu acreditava que o poder da Educação fosse tão grande. Eu achava que ia melhorar, mas não sabia que seria tanto.

É milagroso, impressionante. Alguns meses fazem a diferença. Um pequeno detalhe já gera um impacto enorme: só chamar um aluno pelo nome e olhar nos olhos dele já faz uma grande diferença. E quando olhamos para as escolas públicas não encontramos nada disso. O aluno fica surpreso quando o professor sabe o nome. E isso já faz os alunos se aplicarem mais.

A gente tem depoimentos muito emocionantes. Um menino uma vez disse que quando criança sonhava com super-heróis e hoje se sentia um, porque sabia fazer coisas com a própria mão!